Milhões de brasileiros foram surpreendidos durante a madrugada deste fim de semana por um alerta extremo enviado aos celulares por meio do sistema oficial da Defesa Civil Nacional. A mensagem, que não possuía relação com qualquer situação de emergência real, causou preocupação e levou o governo federal a suspender temporariamente a plataforma de notificações para investigação.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela Defesa Civil Nacional, os disparos foram realizados após uma invasão ao sistema. As primeiras apurações indicam que um usuário externo, sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, conseguiu acessar a plataforma e enviar notificações classificadas como "alerta extremo", categoria normalmente utilizada em situações de risco iminente à população.
As mensagens chegaram a aparelhos em diferentes estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Mato Grosso do Sul. Em alguns casos, o conteúdo apresentava a palavra “misantropi4” ou variações do termo “misantropia”, além de outras frases desconexas e sem qualquer relação com alertas de desastres naturais.
O governo informou que foram identificados pelo menos dez disparos falsos, sendo nove por meio da tecnologia Cell Broadcast e um por SMS. Logo após a detecção da invasão, a plataforma foi retirada do ar para evitar novos envios indevidos.
A Polícia Federal foi acionada para investigar a autoria do ataque e determinar como os invasores conseguiram acesso ao sistema. Paralelamente, equipes técnicas trabalham para reforçar a segurança da plataforma antes de sua reativação.
O sistema Defesa Civil Alerta foi criado para avisar a população sobre situações graves, como enchentes, deslizamentos e outros eventos climáticos extremos. As notificações podem ser recebidas mesmo com o aparelho em modo silencioso, justamente pela importância das informações transmitidas.
Autoridades reforçaram que não havia qualquer risco real associado às mensagens enviadas e orientaram a população a desconsiderar os alertas recebidos durante o episódio. A expectativa é que as investigações esclareçam a origem da invasão e permitam a retomada segura do serviço, considerado fundamental para a proteção da população em situações de emergência.