Nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, comemora seus 126 anos de fundação. Conhecida carinhosamente como a “Cidade Morena”, por conta do tom avermelhado de sua terra, a capital sul-mato-grossense é símbolo de diversidade cultural, progresso e acolhimento, reafirmando sua importância no cenário estadual e nacional.
Tradição e modernidade
Fundada em 1899, Campo Grande surgiu do encontro de trilhas de viajantes e tropeiros e, ao longo de sua trajetória, transformou-se em um dos principais polos urbanos da região Centro-Oeste. Atualmente, é destaque em setores como educação, saúde, tecnologia e agronegócio, unindo desenvolvimento econômico e preservação de suas raízes.
Diversidade cultural e identidade
A identidade de Campo Grande é marcada pela miscigenação. Povos indígenas, migrantes nordestinos, sulistas, além de imigrantes japoneses, árabes e paraguaios, compõem a riqueza cultural da capital. Essa pluralidade é refletida em sua culinária, nas manifestações culturais, nas festas populares e no cotidiano de sua população, conhecida pela hospitalidade.
Desenvolvimento e futuro
Com uma população que já ultrapassa 900 mil habitantes, a capital sul-mato-grossense se consolida como cidade estratégica no Centro-Oeste, ponto de integração econômica e logística. Seus investimentos em infraestrutura, inovação e serviços mostram uma cidade que cresce de forma constante, sem abrir mão de valorizar sua história.
Homenagem à Cidade Morena
Neste aniversário, a homenagem se estende a cada morador que constrói diariamente a história de Campo Grande com trabalho, fé, cultura e dedicação. A “Cidade Morena” segue como orgulho de Mato Grosso do Sul, unindo tradição e modernidade e projetando um futuro promissor para as próximas gerações.
O nascimento de um novo estado
A divisão de Mato Grosso, que resultou na criação de Mato Grosso do Sul, foi oficializada em 11 de outubro de 1977, através da Lei Complementar nº 31, sancionada pelo então presidente Ernesto Geisel. A medida atendeu a antigos anseios da população da região sul-mato-grossense, que se sentia distante administrativa e politicamente da capital Cuiabá.
Com a divisão, o novo estado de Mato Grosso do Sul precisava de uma capital que representasse sua força econômica e seu potencial de desenvolvimento. Campo Grande foi escolhida pela localização estratégica, infraestrutura em expansão e pela centralidade em relação às principais cidades do sul do antigo Mato Grosso.
Campo Grande como capital
No dia 1º de janeiro de 1979, foi instalado oficialmente o Estado de Mato Grosso do Sul, e Campo Grande tornou-se sua capital. A escolha trouxe grandes transformações: a cidade, que até então tinha porte médio e uma economia baseada no comércio e agropecuária, passou a receber investimentos federais, estaduais e privados, impulsionando seu crescimento urbano, industrial e populacional.
Expansão e modernização
Com a instalação da capital, Campo Grande passou a concentrar órgãos públicos, universidades, centros de saúde e polos de infraestrutura. Esse movimento atraiu milhares de migrantes de diferentes regiões do Brasil, aumentando sua diversidade cultural.
Nos anos seguintes, bairros inteiros foram planejados, avenidas foram abertas e a cidade ganhou um aspecto moderno, tornando-se um polo logístico e de serviços para todo o Centro-Oeste.
A identidade da “Cidade Morena”
Apesar do crescimento acelerado após a divisão, Campo Grande preservou seu título carinhoso de “Cidade Morena”, por conta do tom avermelhado de seu solo. Essa identidade se mistura ao orgulho dos campo-grandenses, que veem na cidade um espaço de oportunidades, acolhimento e prosperidade.
Campo Grande hoje
Atualmente, com mais de 900 mil habitantes, Campo Grande é uma das maiores cidades da região Centro-Oeste. Consolidou-se como centro político, econômico e cultural de Mato Grosso do Sul, e sua história após a divisão do estado é marcada por progresso, pluralidade e constante transformação.
📍 Assim, a história de Campo Grande depois da divisão de Mato Grosso não é apenas a de uma cidade que virou capital, mas de um povo que assumiu o protagonismo no desenvolvimento de um novo estado e construiu, ao longo de quase cinco décadas, um dos mais importantes centros urbanos do Brasil.
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