O reajuste anunciado pela Cassems na contribuição dos cônjuges dos beneficiários provocou forte reação entre servidores estaduais e dependentes em Mato Grosso do Sul. Após a divulgação do novo valor de R$ 450 mensais, unidades da entidade passaram a registrar filas e aumento na procura por cancelamentos do plano.
Em diferentes cidades do Estado, beneficiários relataram preocupação com o impacto financeiro da medida no orçamento familiar. Muitos afirmam que o aumento inviabiliza a permanência dos dependentes no sistema de saúde suplementar mantido pela entidade.
O valor anterior cobrado dos cônjuges era de R$ 35 mensais. Com a mudança anunciada pela Cassems, o reajuste chega a 1.186%, provocando uma onda de críticas e pedidos de revisão da medida.
A entidade informou que o aumento foi definido após estudos técnicos apontarem desequilíbrio financeiro nas contas relacionadas aos cônjuges. Segundo os dados apresentados, esse grupo arrecadou cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando déficit aproximado de R$ 189 milhões.
De acordo com a Cassems, para cada R$ 1 arrecadado com os dependentes cônjuges, o plano desembolsou cerca de R$ 4,08 em atendimentos médicos, hospitalares, exames e tratamentos.
Mesmo com a justificativa financeira apresentada pela direção da entidade, a repercussão negativa se espalhou rapidamente entre os servidores estaduais. Em algumas unidades, beneficiários enfrentaram filas em busca de informações sobre cancelamento, alteração contratual e formas de pagamento.
A operadora informou ainda que a cobrança será realizada prioritariamente por boleto bancário e Pix Automático, havendo possibilidade de desconto em folha mediante autorização formal do titular.
Além da reação dos usuários, entidades representativas do funcionalismo estadual passaram a discutir possíveis medidas administrativas e judiciais diante do impacto causado pelo reajuste.
O tema ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde beneficiários compartilharam relatos de dificuldade para manter familiares no plano e demonstraram preocupação com a perda da assistência médica após anos de contribuição.