Delegado que investigou atentado contra Bolsonaro é preso pela PF
Rodrigo de Melo Teixeira foi preso em operação contra um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes ambientais ligado ao setor de mineração

JUSTIÇA

Rodrigo de Melo Teixeira foi preso em operação contra um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes ambientais ligado ao setor de mineração

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A Polícia Federal prendeu o delegado atual ex-superintendente da corporação em Minas Gerais e responsável por comandar as investigações sobre a facada sofrida pelo então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral de 2018.
A prisão ocorreu durante a Operação Rejeito, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes ambientais relacionados à exploração mineral em Minas Gerais. Segundo a PF, o grupo teria utilizado empresas para obter vantagens ilícitas em processos envolvendo direitos minerários e licenciamento ambiental.
De acordo com as investigações, Rodrigo de Melo Teixeira é suspeito de manter vínculos com uma das empresas investigadas. Além dele, outros agentes públicos também foram alvo da operação, incluindo um diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM). A ação ainda determinou bloqueio de bens e o afastamento de servidores públicos investigados.
Rodrigo ingressou na Polícia Federal em 1999 e ocupou diversos cargos de chefia ao longo da carreira. Em 2018, quando era superintendente da PF em Minas Gerais, coordenou a investigação sobre o atentado contra Jair Bolsonaro. No ano seguinte, também esteve à frente das primeiras apurações sobre o rompimento da barragem de Brumadinho. Posteriormente, exerceu funções na Diretoria de Polícia Administrativa da PF e em órgãos ligados ao setor mineral.
A investigação que resultou na prisão do delegado não tem relação com o caso da facada em Bolsonaro, mas sim com suspeitas de favorecimento ilícito e corrupção no setor de mineração. Até o momento, a defesa de Rodrigo de Melo Teixeira não havia se manifestado sobre as acusações.

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