No âmbito da operação Protetor, a equipe URUCUM/DOF realizava um bloqueio em Maracaju nas proximidades do distrito de Vista Alegre, com foco na identificação de ilícitos transportados pela região. Durante a fiscalização, os policiais abordaram um Fiat Palio Weekend, de cor prata.
No veículo, o motorista relatou que estava atuando em corrida por aplicativo e que levava dois passageiros, caracterizando a viagem como “carona paga” intermediada pela plataforma. Durante a entrevista e checagens iniciais, uma das passageiras chamou atenção pelo comportamento: demonstrou nervosismo intenso, falava de forma desconexa e não conseguiu apresentar uma justificativa consistente para o deslocamento.
Questionada sobre o motivo da viagem, ela afirmou que teria ido visitar uma parente, mas não soube informar corretamente o nome da suposta familiar nem indicar onde ela morava. Diante das contradições e do nervosismo extremo, a equipe decidiu aprofundar a verificação, inspecionando bagagens e pertences.
Durante a revista, os policiais localizaram uma garrafa térmica que continha uma substância identificada como raxixe marroquino. Após o primeiro flagrante, a passageira acabou confessando que transportava mais porções do entorpecente escondidas junto ao corpo.
Com a condução do caso para a Delegacia de Polícia Civil de Maracaju, foi realizado o procedimento de confirmação, com apoio de uma policial civil do sexo feminino, que localizou a parte do material ocultada no corpo da suspeita. Em seguida, a droga foi pesada, totalizando 2,1 quilos (dois quilos e cem gramas).
A suspeita foi informada de seus direitos e relatou que recebeu o entorpecente de uma pessoa que não soube identificar, em uma lanchonete na cidade de Ponta Porã. Segundo a versão apresentada, ela faria o transporte até Goiânia (GO) e receberia R$ 2 mil pelo serviço.
O caso foi registrado e encaminhado para as providências cabíveis pela Polícia Civil.