Gaeco identifica célula do PCC que planejava exibir armas em local público na região de Aquidauana
Cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada

Pixação com mensagem do PCC (Ilustrativa)

Cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada

Pixação com mensagem do PCC (Ilustrativa)
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou um grupo de cinco pessoas por integrar uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) na região de Aquidauana e cidades vizinhas.
Os criminosos planejavam portar armas de fogo em eventos públicos de grande circulação, como exposições agropecuárias. A instauração do procedimento ocorreu após algumas pichações em locais públicos reivindicarem territórios, intimidarem grupos rivais e demonstrarem força organizacional no Estado.
A investigação detalhou uma estrutura hierarquizada dedicada ao tráfico de drogas, demarcação de território e planejamento de crimes violentos. Todos os réus tiveram a prisão preventiva decretada.
Conforme as descobertas do Gaeco, a célula era liderada por um criminoso que exercia a função de “geral de disciplina” na hierarquia da facção. Ele seria o responsável por coordenar as ações do grupo nas ruas, manter o controle sobre os demais faccionados e aplicar sanções internas.
Segundo o Ministério Público de MS, a peça acusatória foi recebida pela Justiça e a ação penal agora está em fase de instrução processual, que começa pelos depoimentos da acusação.
Essas ações, descobriu a equipe do Gaeco, fazem parte da estratégia de expansão da “Regional Pantanal”, subdivisão territorial da maior organização criminosa existente no Brasil.
A célula foi criada entre 2018 e 2019, e abrange os municípios de Aquidauana, Anastácio, Miranda, Ladário, Corumbá e Porto Murtinho.
As investigações apontaram que o grupo utilizava rotas alternativas, como a “Estrada do 21″, para transportar entorpecentes vindos da Bolívia, via Corumbá, e ocultavam as drogas em pneus estepes para evitar fiscalizações.
Além do tráfico, os réus são acusados de realizar “tribunais do crime”: justiçamentos, sob as próprias leis, de quem descumpre as regras da facção. As vítimas são, frequentemente, torturadas antes de serem mortas.
Um dos casos citados envolve a execução de um ex-membro da facção em Miranda, motivada por dívidas de drogas e pela migração da vítima para uma organização rival.
Entre os denunciados está um integrante que mantinha comunicação ativa com os comparsas de dentro da cadeia.
Na peça acusatória, o MPMS requer a condenação dos envolvidos pelo crime de integrar organização criminosa armada (Lei nº 12.850/2013).

Vítima apresentava cortes, hematomas e escoriações no rosto e relatou à polícia que já havia sofrido outras agressões físicas e psicológicas

Criança apresentava vestígios de sangue na boca; mãe e sobrinho foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos e perícia deverá ajudar a esclarecer a causa da morte.

Atiradores estavam em uma motocicleta