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Golpes em Maracaju envolvem mais de R$ 60 mil em empréstimos não reconhecidos

Vítimas relatam abordagem de vendedores em casa, falsa promessa de resgate de pontos e operações bancárias sem autorização.

Redação /Sidronews
Golpes em Maracaju envolvem mais de R$ 60 mil em empréstimos não reconhecidos

- Foto Assessoria PM

Três casos de suspeita de estelionato em Maracaju envolvem aproximadamente R$ 60,5 mil em empréstimos não reconhecidos pelas vítimas. As situações incluem a oferta de um aparelho de massagem, uma falsa promessa de conversão de pontos em dinheiro e suspeita de acesso indevido a aplicativos bancários.

Em um dos casos, quatro pessoas foram até a residência de uma vítima e se apresentaram como vendedores de aparelhos de massagem. Durante a negociação, afirmaram que a compra do produto também daria direito a visitas periódicas de um médico.

Segundo o relato, um dos visitantes pegou o celular da vítima e realizou um procedimento de biometria na conta gov.br, sem esclarecer a finalidade. Posteriormente, a vítima descobriu a contratação de um empréstimo de cerca de R$ 6 mil, dividido em 96 parcelas.

A suspeita é de que os dados pessoais e o acesso à conta tenham sido utilizados indevidamente para realizar a operação.

Em outro episódio, uma mulher recebeu uma ligação de alguém que se apresentou como representante de uma instituição bancária. A pessoa afirmou que ela tinha pontos acumulados no programa Livelo e poderia convertê-los em dinheiro, com depósito diretamente na conta.

Acreditando na oferta, a vítima concordou com o suposto procedimento. Depois, ao consultar o aplicativo bancário, encontrou um empréstimo de aproximadamente R$ 2,7 mil que não pretendia contratar.

O valor foi transferido para outra conta da própria vítima, mantida no Bradesco. Na sequência, foi utilizado para pagar um boleto de cerca de R$ 2,7 mil, destinado a um terceiro.

O terceiro caso concentra o maior valor. Uma mulher relatou ter identificado, em 9 de outubro, diversas contratações de empréstimos sem autorização, totalizando aproximadamente R$ 51,7 mil.

As operações estavam vinculadas ao Banco Bradesco. A vítima afirmou que não autorizou as contratações nem permitiu que terceiros realizassem empréstimos em seu nome. Há suspeita de acesso indevido ao celular ou aos aplicativos bancários, mas a forma como as operações ocorreram ainda precisa ser esclarecida.

As vítimas solicitaram a apuração das contratações e da destinação dos valores. Não há informação que permita estabelecer ligação entre os três casos.

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