Governo aumenta imposto de importação e efeito combina com Selic alta
Elevação do tributo sobre máquinas e equipamentos eleva custos e pressiona investimentos privados em cenário de juros a 15% ao ano.

BRASIL
Elevação do tributo sobre máquinas e equipamentos eleva custos e pressiona investimentos privados em cenário de juros a 15% ao ano.

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O governo federal elevou o Imposto de Importação sobre bens de capital e de informática em fevereiro, como forma de aumentar receitas e fechar as contas no orçamento. A elevação do tributo soma-se à taxa básica de juros (Selic) mantida em 15%, criando um ambiente menos favorável para investimentos privados.
A medida vale para produtos que têm similar produzido no país e deve gerar pelo menos R$ 14 bilhões em receitas adicionais, conforme previsão orçamentária. A opção por usar o imposto como ferramenta de arrecadação permite ajustes por decreto, sem necessidade de aprovação prévia do Legislativo.
Investimentos já mostram sinais de desaceleração após crescimento mais fraco na formação bruta de capital fixo, especialmente em máquinas e equipamentos, que registram queda contínua ao longo de vários trimestres. A construção civil segue crescendo, mas de forma mais lenta.
O aumento do imposto atinge setores que dependem de tecnologia importada e exigem altos investimentos, como indústria de transformação, infraestrutura, energia, mineração e agronegócio. Para o governo, o ajuste corrige alíquotas temporariamente reduzidas e busca proteger a produção interna; há também apoio de algumas entidades industriais a esse argumento.

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