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Governo de MS assina contrato de R$ 48,7 milhões para levar água às aldeias Jaguapiru e Bororó

Medida prevê implantação de sistema de abastecimento na Reserva Indígena de Dourados; assinatura ocorre às 9h30 na sede da Sanesul

Redação
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Governo de MS assina contrato de R$ 48,7 milhões para levar água às aldeias Jaguapiru e Bororó

GOVERNO - MS

O Governo do Estado deve assinar nesta sexta-feira (16) o contrato para implantar um sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. O investimento previsto é de R$ 48,7 milhões. A assinatura está marcada para 9h30, na sede da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

A falta de água na Reserva Indígena de Dourados é um problema antigo e recorrente. Moradores percorrem longas distâncias para buscar água, dependem de caminhões-pipa e armazenam o recurso em recipientes improvisados. A situação já gerou riscos à saúde e mobilizações frequentes na comunidade.

Nos últimos anos, indígenas das duas aldeias bloquearam rodovias e acessos a serviços públicos para pressionar por uma solução. As manifestações aumentaram após Jaguapiru e Bororó ficarem fora, inicialmente, de um convênio de R$ 60 milhões firmado entre a Itaipu Binacional e governos para atender outras aldeias do Cone Sul.

Dados citados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontam que cerca de 20 mil pessoas vivem na reserva, em uma área de 3,5 mil hectares. Representantes da entidade destacam que o sistema atual é precário, com vazamentos e tubulações expostas, e que o crescimento populacional agravou a escassez.

Em 2024, após novos protestos, o Ministério dos Povos Indígenas anunciou medidas emergenciais, incluindo a perfuração de dois poços profundos, com investimento de R$ 2 milhões, além do fornecimento diário de água por caminhões-pipa. As obras emergenciais ficaram previstas para conclusão até março de 2025.

No ano passado, foram entregues 12 poços artesianos na reserva e anunciadas outras cinco unidades em instalação. Na ocasião, o ministério informou articulação de recursos para uma solução estrutural, ressaltando que os poços tinham caráter emergencial e não resolveriam o problema de forma definitiva.

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