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Justiça afasta três vereadores e três ex-vereadores investigados na Operação Dirty Pix

Decisão judicial determina afastamento por 180 dias e atinge integrantes da Câmara Municipal e ocupantes de cargos na Prefeitura

Redação /Sidronews
Justiça afasta três vereadores e três ex-vereadores investigados na Operação Dirty Pix

As informações são do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. _ Fotos redes sociais

A Operação Dirty Pix provocou novos desdobramentos políticos em Sidrolândia. A Justiça determinou o afastamento cautelar de seis agentes políticos, entre eles três vereadores em exercício e três ex-parlamentares que atualmente ocupam cargos na administração municipal. A medida terá duração inicial de 180 dias.

A decisão foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande, no âmbito das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os investigados são suspeitos de envolvimento em um esquema de recebimento de vantagens indevidas relacionado a contratos e convênios destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

TRÊS VEREADORES TERÃO QUE DEIXAR OS MANDATOS

A determinação judicial atinge diretamente três integrantes da Câmara Municipal de Sidrolândia:

  • Adavilton Brandão (MDB)

  • Cledinaldo Cotócio (PSDB)

  • Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como Gabriel Autocar (PSD)

Com o afastamento, os parlamentares ficam temporariamente impedidos de exercer suas funções legislativas.

O presidente da Câmara Municipal, Otacir Pereira Figueredo, conhecido como Gringo, deverá providenciar a convocação dos respectivos suplentes para ocupar as cadeiras durante o período estabelecido pela Justiça.

Conforme a ordem de suplência divulgada, deverão ser convocados Maria Tereza Fiúza Ferreira, a Maria Fiúza (MDB), Itamar de Souza Silva (PSDB) e Claésio Lechner de Albuquerque (PSD).

SECRETÁRIOS MUNICIPAIS E ASSESSOR TAMBÉM SÃO AFASTADOS

A decisão também alcança três ex-vereadores que atualmente integram a estrutura administrativa da Prefeitura de Sidrolândia.

São eles:

  • Enelvo Iradi Felini Júnior, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente;

  • Cleyton Martins Teixeira, secretário municipal de Agricultura e Abastecimento;

  • Ademir Gabardo, assessor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Além de determinar o afastamento dos cargos públicos, a Justiça proibiu os investigados de exercer atividades de gestão, administração ou chefia durante o período fixado.

QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO REVELOU TRANSFERÊNCIAS SUSPEITAS

De acordo com informações divulgadas pelo Região News, o Ministério Público identificou uma série de movimentações financeiras após analisar dados obtidos mediante quebra de sigilos bancários.

Entre os valores apontados na investigação estão R$ 25 mil destinados a Cledinaldo Cotócio e R$ 120 mil relacionados a Gabriel Autocar.

Os investigadores também identificaram um repasse de R$ 20 mil para Adriana Zarati Franco Brandão, esposa do vereador Adavilton Brandão.

No caso de Cleyton Martins, foram identificadas transferências de R$ 20 mil e R$ 5 mil. Já Ademir Gabardo aparece relacionado a movimentações nos mesmos valores.

O levantamento aponta ainda que Cristina Fiúza, Enelvo Felini Júnior e Ademir Gabardo teriam recebido R$ 20 mil cada, por intermédio de Júlia Carla Nascimento.

Ela é filha de Júlio César Alves da Silva, identificado nas investigações como representante comercial de empresas envolvidas nas contratações investigadas.

Segundo os dados apresentados, Júlio César recebeu R$ 482,5 mil das empresas, quantia registrada como comissão comercial. Desse montante, R$ 100 mil teriam sido posteriormente transferidos à filha, que aparece como intermediária de parte dos pagamentos investigados.

O Ministério Público apura se essas movimentações financeiras foram utilizadas para viabilizar pagamentos indevidos a agentes políticos.

INVESTIGAÇÃO ENVOLVE MAIS DE R$ 18 MILHÕES

Os afastamentos ocorreram no mesmo dia em que o MPMS deflagrou a segunda fase da Operação Dirty Pix, na quarta-feira (7).

A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão.

Nesta nova etapa, as investigações foram ampliadas e passaram a abranger convênios que somam mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.

Entre as finalidades dos recursos estão a aquisição de equipamentos hospitalares, materiais médicos, uma UTI móvel e a execução de obras de reforma na unidade.

A primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, concentrou-se na apuração de possíveis irregularidades envolvendo aproximadamente R$ 5,4 milhões destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave.

Conforme as investigações, parte dos recursos teria sido desviada e utilizada para pagamentos indevidos, inclusive por meio de transferências bancárias via Pix.

AFASTAMENTO NÃO REPRESENTA CONDENAÇÃO

As medidas determinadas pela Justiça possuem natureza cautelar e não representam condenação dos investigados.

O afastamento temporário busca resguardar o andamento das investigações e impedir possíveis interferências na apuração dos fatos.

Os envolvidos permanecem amparados pela presunção de inocência e têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

O caso segue sob investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Com informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

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