Lula fica fora da Agrishow e oposição ganha espaço no agro
Ausência do presidente reforça tensão com o setor em ano eleitoral

Ausência de Lula amplia distância entre governo e agronegócio - Imagem criada por IA

Ausência do presidente reforça tensão com o setor em ano eleitoral

Ausência de Lula amplia distância entre governo e agronegócio - Imagem criada por IA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A feira, considerada a maior do agronegócio no país, teve abertura protocolar neste domingo, 26, e será novamente palco de movimentação política em ano eleitoral.
Com a ausência, Lula caminha para encerrar o terceiro mandato sem comparecer ao evento. O governo federal será representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro da Agricultura, André de Paula.
A decisão abre espaço para nomes da oposição, que devem circular pela feira nos próximos dias. Entre os presentes estão Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A presença desses políticos reforça a disputa pelo apoio do agronegócio, setor historicamente mais alinhado à direita.
Nos últimos anos, a Agrishow deixou de ser apenas um ambiente de negócios, tecnologia e máquinas agrícolas. O evento passou a funcionar também como termômetro político da relação entre o campo e o governo federal.
A distância entre Lula e parte do agronegócio se arrasta desde o início do atual mandato. Em 2023, a relação já havia sido marcada por atritos envolvendo a participação de representantes do governo na feira. Desde então, o Planalto tem buscado manter presença institucional, mas sem a ida direta do presidente.
A ausência de Lula ocorre em um momento em que adversários do governo tentam ocupar o espaço deixado por Jair Bolsonaro, que está inelegível. Com isso, lideranças da oposição buscam se apresentar como herdeiras políticas do apoio do setor rural.
A Agrishow 2026, portanto, deve reunir negócios, tecnologia e forte simbolismo eleitoral. Para o governo, a ausência evita possíveis desgastes diante de um público crítico. Para a oposição, representa oportunidade de reforçar discurso junto a um dos setores mais influentes da economia brasileira.

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