O Ministério da Saúde oficializou a decisão de não incluir a vacina contra o herpes-zóster no Calendário Nacional de Vacinação do SUS. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12/1), seguiu o parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que, apesar de reconhecer a qualidade e a eficácia do imunizante, considerou o investimento financeiro insustentável para os cofres públicos no cenário atual.
A vacina em questão é a recombinante adjuvada, disponível na rede privada brasileira desde 2021. O principal entrave para a incorporação foi o custo estimado de R$ 5,2 bilhões em cinco anos para atender um público restrito, composto por idosos acima de 80 anos e pessoas imunocomprometidas. Mesmo com possíveis descontos em negociações governamentais, a Conitec avaliou que o montante ultrapassa os limites orçamentários do sistema público, inviabilizando a política de oferta gratuita para a população.