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MS ultrapassa 912 mil empregos formais e Brasil chega a 62,2 milhões de vínculos

Estado ganhou mais de 48 mil vínculos formais em relação a fevereiro de 2025 e acompanha avanço do emprego no país, que registrou crescimento de 3,6% em um ano.

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MS ultrapassa 912 mil empregos formais e Brasil chega a 62,2 milhões de vínculos

Dados foram apresentados pelo ministro Luiz Marinho (Foto: Reprodução, Youtube)

O estoque de empregos formais em Mato Grosso do Sul chegou a 912.058 vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da RAIS Mensal (Relação Anual de Informações Sociais), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em comparação com fevereiro de 2025, quando o estado registrava 880.093 empregos formais, houve um crescimento de 31.965 vínculos, equivalente a 3,6%. Na comparação com janeiro deste ano, o aumento foi de 41.518 postos, já que o estado contabilizava 870.540 empregos formais.

No Brasil, a RAIS Mensal registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos em fevereiro de 2026, reunindo trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Em relação ao mesmo mês de 2025, o país criou 2,17 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%. No acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, o aumento foi de 1,4 milhão de empregos, alta de 2,3% em relação a dezembro de 2025.

Durante a apresentação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o crescimento da participação de mulheres e jovens no mercado formal.

“A grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, afirmou.

A subsecretária de Estudos do Trabalho, Paula Montagner, informou que o ministério pretende ampliar a frequência da divulgação da RAIS. Inicialmente, os dados serão publicados a cada dois meses e, posteriormente, mensalmente, incluindo informações detalhadas por municípios, setores econômicos e ocupações.

Centro-Oeste cresce acima da média em fevereiro

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste, apresentou crescimento de 2,70% no estoque de empregos no acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, desempenho superior ao das regiões Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%), embora abaixo do Norte (4,16%) e Nordeste (3,27%).

No total, o Centro-Oeste alcançou 6,18 milhões de vínculos formais em fevereiro. Mato Grosso do Sul respondeu por 912.058 desses empregos.

Crescimento puxado pelo setor público

Os dados mostram que os maiores avanços ocorreram entre os agentes públicos, cujo estoque cresceu 7,81% entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, passando de 12,8 milhões para 13,8 milhões de vínculos. Segundo Paula Montagner, 886.877 dessas vagas correspondem a contratações temporárias realizadas no início de 2026.

Já entre os trabalhadores celetistas, houve crescimento mais moderado, de 0,81%, com o estoque passando de 47,59 milhões para 47,97 milhões de vínculos no período.

Em termos absolutos, o maior aumento ocorreu entre empregados com contrato por tempo indeterminado. Proporcionalmente, destacaram-se as contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo e por contratos a termo, impulsionadas pela sazonalidade da safra agrícola.

Jornada e remuneração

Os dados da RAIS apontam que 37,11 milhões de trabalhadores cumpriam jornada semanal de 41 horas em fevereiro de 2026. Outros 9,24 milhões trabalhavam entre 31 e 40 horas por semana.

A massa salarial do país também apresentou crescimento. Entre janeiro e dezembro de 2025, passou de R$ 235,7 bilhões para R$ 240,7 bilhões, alta de 2,1%, ou aproximadamente R$ 5 bilhões.

O setor de Serviços concentrou a maior parcela da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões pagos em dezembro de 2025 e remuneração média próxima de R$ 4.986.

A remuneração média mensal, considerando o período entre fevereiro e dezembro, aumentou de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8%.

Os dados também mostram avanço na remuneração das mulheres. Entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial feminina cresceu 4,1%, acima da registrada entre os homens (0,8%). No fim do período, a remuneração média foi de R$ 4.107,31 para mulheres e R$ 4.676,73 para homens.


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