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“Não é essa fama que queremos”: Operações do Gaeco mancham Sidrolândia

Série de operações do Gaeco expõe corrupção e envergonha moradores de Sidrolândia

Redação
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“Não é essa fama que queremos”: Operações do Gaeco mancham Sidrolândia

Nos últimos anos, Sidrolândia se acostumou a ver viaturas do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) circulando pelas ruas em sucessivas operações contra corrupção.

Nos últimos anos, Sidrolândia se "acostumou" a ver viaturas do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) circulando pelas ruas em sucessivas operações contra corrupção. Investigações que miram empresários, ex-secretários de Finanças, servidores públicos e empresas de fachada transformaram o município em cenário recorrente de ações de combate ao crime, o que, segundo moradores ouvidos pela reportagem, envergonha grande parte da população, que gostaria de ver a cidade na mídia por motivos positivos, como a instalação de novas empresas e a geração de empregos.

A principal frente de investigação é a Operação Tromper, deflagrada pela primeira vez em maio de 2023, para apurar um esquema milionário de corrupção e fraudes em licitações da prefeitura de Sidrolândia. Na época, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em casas de servidores municipais, e o Ministério Público apontou a existência de um esquema de vantagens ilícitas ligado a contratos públicos desde, pelo menos, 2017.

De lá para cá, as apurações avançaram e deram origem a novas fases. Em junho de 2025, o Gaeco e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a 4ª fase da Operação Tromper, com 3 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em Sidrolândia e Campo Grande. Segundo o Ministério Público, a investigação mira um “esquema predatório” de fraude em licitações e desvios de recursos públicos, envolvendo contratos milionários com empresas de engenharia, pavimentação asfáltica e outros fornecedores da prefeitura.

Outras operações também tiveram como foco contratos da administração municipal. Em 2023, o Gaeco cumpriu mandados de busca no prédio da Prefeitura de Sidrolândia e em endereços ligados a agentes políticos e servidores, em um ano marcado por pelo menos três operações relacionadas a suposto esquema de corrupção na gestão municipal, conforme noticiado por veículos locais.

Mais recentemente, em outubro de 2025, o grupo voltou a atuar em Sidrolândia em operação conjunta com o Gecoc para apurar fraudes em contratos com fornecedores da prefeitura. As diligências tiveram como alvo empresas ligadas ao fornecimento de materiais e serviços que venceram licitações em 2022, com suspeita de irregularidades na execução contratual e no uso de recursos públicos.

De acordo com as investigações, os casos formam um quadro de organização criminosa voltada à fraude em licitações e contratos administrativos, com uso de empresas de fachada, pagamento de propina e combinação prévia de resultados de certames para beneficiar determinados grupos econômicos. Em algumas frentes, os alvos incluem empresários, ex-secretários municipais, ex-gestores da área financeira, servidores públicos e intermediários apontados como responsáveis por operacionalizar repasses ilícitos.

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