Nova corrida do ouro ameaça áreas protegidas da Amazônia brasileira
Alta histórica do preço do metal precioso impulsiona o garimpo ilegal, aumenta a pressão sobre terras indígenas e amplia riscos ambientais na floresta

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Alta histórica do preço do metal precioso impulsiona o garimpo ilegal, aumenta a pressão sobre terras indígenas e amplia riscos ambientais na floresta

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O aumento do preço do ouro no mercado internacional está provocando uma nova corrida pelo metal na Amazônia brasileira, colocando em risco áreas protegidas e terras indígenas que até pouco tempo permaneciam relativamente preservadas. A expansão do garimpo ilegal preocupa autoridades, ambientalistas e lideranças indígenas diante do avanço da atividade sobre regiões estratégicas para a conservação da floresta.
Na Terra Indígena Baú, no estado do Pará, lideranças do povo Kayapó relatam o aumento da presença de garimpeiros ilegais. Em uma das ocorrências mais recentes, indígenas encontraram invasores dentro do território e expulsaram dezenas de pessoas da área. A situação elevou a tensão na região e levou organizações indígenas a alertarem para o risco de conflitos mais graves.
Especialistas apontam que a valorização do ouro tem incentivado a abertura de novas frentes de mineração clandestina em locais cada vez mais remotos da Amazônia. Dados de monitoramento mostram que grande parte da atividade minerária em áreas protegidas ocorre de forma ilegal, provocando desmatamento, degradação ambiental e invasões em territórios indígenas.
Além da destruição da floresta, o garimpo ilegal gera contaminação dos rios por mercúrio, substância utilizada na separação do ouro. Estudos apontam que essa poluição afeta peixes consumidos por comunidades ribeirinhas e indígenas, criando riscos à saúde da população local.
Autoridades ambientais brasileiras afirmam que as operações de combate ao garimpo clandestino continuam em diversas regiões da Amazônia. No entanto, os responsáveis pela fiscalização reconhecem que a extensão do território e a atuação de organizações criminosas dificultam o controle permanente das áreas afetadas

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