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Operação mira esquema milionário de contrabando com participação de policiais em MS

Organização criminosa movimentou cerca de R$ 40 milhões e utilizava empresas de fachada para distribuir produtos ilegais em todo o país

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Operação mira esquema milionário de contrabando com participação de policiais em MS

Criminosos escondiam escondidos eletrônicos em cargas lícitas durante a distribuição por Campo Grande e cidades de Minas Gerais. (Reprodução, PF)

Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de contrabando altamente estruturado em Mato Grosso do Sul, com movimentação financeira que ultrapassa R$ 40 milhões. A investigação aponta envolvimento de agentes de segurança pública no funcionamento da organização criminosa, que atuava de forma articulada em diferentes estados.

Como funcionava o esquema

As apurações identificaram que o grupo atuava na importação irregular de mercadorias estrangeiras, principalmente eletrônicos e acessórios, sem qualquer regularização fiscal ou aduaneira. Esses produtos eram distribuídos em larga escala para diversas regiões do Brasil, inclusive por meio de marketplaces e lojas físicas.

Para manter o esquema ativo, a organização utilizava empresas de fachada e operações simuladas, com o objetivo de esconder a origem ilícita do dinheiro e dar aparência legal às atividades comerciais.

Uso de mecanismo ilegal para movimentar dinheiro

Um dos pontos centrais da investigação é o uso do chamado “dólar-cabo”, sistema ilegal utilizado para transferir valores ao exterior sem passar pelo sistema bancário oficial.

Esse mecanismo permitia o pagamento das mercadorias contrabandeadas e dificultava o rastreamento das transações financeiras pelas autoridades.

Estrutura criminosa organizada

A organização era considerada estruturada e hierarquizada, com divisão de funções entre os integrantes. O grupo tinha ramificações dentro e fora de Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance do esquema.

Além disso, as investigações indicam que o grupo utilizava terceiros e familiares para abrir empresas e movimentar recursos, numa tentativa de ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações.

Ação da Polícia Federal

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Também houve bloqueio de bens, imóveis e valores ligados a cerca de 20 pessoas físicas e jurídicas.

O total bloqueado pela Justiça gira em torno de R$ 40 milhões, valor correspondente à movimentação do esquema criminoso.

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por diversos crimes, entre eles:

  • Organização criminosa

  • Contrabando e descaminho

  • Lavagem de dinheiro

  • Crimes contra o sistema financeiro

Envolvimento de policiais

A investigação também apura a participação de agentes de segurança pública no esquema, o que amplia a gravidade do caso. Em situações semelhantes já identificadas no estado, integrantes das forças de segurança eram utilizados para facilitar o transporte de mercadorias e evitar fiscalizações.

Impacto

O caso expõe não apenas um prejuízo milionário aos cofres públicos, mas também o fortalecimento de redes criminosas que atuam na fronteira, aproveitando a entrada ilegal de produtos no país.

A operação segue em andamento e novas fases não estão descartadas.

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