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PF prende ex-presidente do banco BRB em investigação sobre supostas vantagens indevidas

Quarta fase da Operação Compliance Zero mira esquema que teria usado imóveis e empresas de fachada para movimentar valores milionários.

Sidronews
PF prende ex-presidente do banco BRB em investigação sobre supostas vantagens indevidas

: Polícia Federal apura repasses milionários, compra de imóveis e possível estrutura paralela para driblar controles internos.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 16 de abril, a quarta fase da Operação Compliance Zero e cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além de possíveis crimes de corrupção, organização criminosa e delitos financeiros.

Entre os alvos está um ex-presidente do Banco de Brasília, preso em Brasília. Outro investigado, apontado como advogado ligado a negociações entre instituições financeiras, também foi alvo de prisão em São Paulo. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e ocorre sob sigilo.

As apurações indicam que o suposto pagamento de vantagens indevidas teria relação com negociações envolvendo o BRB e o Banco Master. Segundo a investigação divulgada pela imprensa, a suspeita é de que valores milionários tenham sido disfarçados por meio da compra e transferência de imóveis, incluindo unidades em Brasília e em São Paulo. Também há suspeita de uso de empresas de fachada para viabilizar a movimentação patrimonial.

De acordo com a Polícia Federal, essa nova etapa da operação busca aprofundar a investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao repasse de benefícios ilegais a agentes públicos. A corporação informou que os mandados foram expedidos pelo STF e que os fatos investigados abrangem corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

O caso amplia a crise que cerca o BRB desde as negociações com o Banco Master. Na gestão do ex-dirigente investigado, o banco conduziu movimentos considerados estratégicos pela administração da época, entre eles tratativas envolvendo a compra do Master e a aquisição de ativos da instituição privada. Posteriormente, o banco passou a enfrentar forte pressão financeira e necessidade bilionária de provisionamento, segundo informações divulgadas pelo próprio noticiário nacional.

A prisão ocorre meses depois do afastamento do então presidente da instituição financeira. Em depoimento anterior à Polícia Federal, ele havia negado irregularidades nas negociações e sustentado que as operações tinham caráter técnico e objetivo de ampliar a competitividade do banco no mercado.

Até o momento, a Polícia Federal mantém a quarta fase da Operação Compliance Zero em andamento, enquanto a investigação segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

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