SidroNews
Terra planagem

Prefeitura vai discutir novo plano para avaliar impactos das chuvas em Campo Grande

Conselheiros das sete regiões já levantaram questões como impactos climáticos e vulnerabilidade territorial

Midiamax
Prefeitura vai discutir novo plano para avaliar impactos das chuvas em Campo Grande

Placas foram carregadas pela enxurrada por aproximadamente 50 m durante temporal. (Madu Livramento/Jornal Midiamax)

A Prefeitura de Campo Grande convocou comitê para discutir o PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos) em reunião nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. O objetivo é avaliar os levantamentos feitos nas sete regiões da Capital — e repassados em reunião na última quarta-feira (27).

Agora, o Executivo Municipal convocou os membros técnicos, de forma urgente e prioritária, para consolidar as informações técnicas, territoriais e institucionais pontuadas no encontro com os sete conselheiros das regiões de Campo Grande.

Este será o primeiro encontro extraordinário do Comitê Gestor Intersetorial do PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos).

Os conselheiros debateram temas como vulnerabilidade territorial, infraestrutura urbana, drenagem, ocupações em áreas sensíveis, percepção de risco pela comunidade e os impactos de eventos climáticos extremos. Agora, as informações levantadas serão avaliadas pelo comitê.

Nova ferramenta para avaliar os danos das chuvas

Nesta semana, a Prefeitura de Campo Grande apresentou uma nova ferramenta para monitorar e avaliar os impactos emergenciais na Capital.

A iniciativa busca tornar mais rápida a identificação de áreas afetadas por fortes chuvas e outros eventos climáticos, auxiliando no planejamento e na atuação de equipes municipais.

O sistema reúne informações técnicas e dados georreferenciais para acompanhar ocorrências em diferentes regiões da cidade. A proposta permite respostas mais ágeis em casos de alagamentos, enxurradas e danos à infraestrutura urbana.

De acordo com a administração municipal, a ferramenta será utilizada de forma integrada entre os órgãos como Defesa Civil e setores responsáveis por obras e manutenção, ampliando a capacidade de monitoramento em tempo real, e irá atuar em cinco regiões do município com maior vulnerabilidade urbana.

Asfaltos destruídos após chuvas

Uma área sensível em Campo Grande, que por muitas vezes acaba danificada após chuvas intensas, é a Avenida Rachid Neder. Por exemplo, em janeiro deste ano, meses após a tempestade que causou estragos na rotatória, o asfalto da via ‘se soltou’ em placas, de novo.

Com uma pancada de chuva, o trecho da vez localiza-se entre as ruas Padre João Crippa e José Antônio, sentido Centro-bairro. As placas do asfalto foram carregadas pela enxurrada por aproximadamente 50 m. Na ocasião, os pedaços ficaram atravessados e ocuparam parte considerável da via.

Isso porque, em novembro de 2025, a rotatória com a Ernesto Geisel, no Monte Castelo, chegou a ser interditada. O trecho foi o mais afetado pelo alagamento, a ponto de o asfalto também ser levado pela enxurrada.

Além do asfalto arrancado pela água, dois postes de iluminação caíram. Um deles atingiu a fachada de uma floricultura, e a pista ficou coberta de lama e entulho.

Compartilhar:

Comentários (0)

Carregando comentários...

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado

* Campos obrigatórios. Seu comentário será moderado antes de ser publicado.

Notícias Relacionadas