A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado apresentou o relatório final com pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. O documento foi elaborado pelo relator da comissão e ainda será analisado e votado pelos integrantes do colegiado.
Os nomes citados no relatório são os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Todos são apontados por supostos crimes de responsabilidade, relacionados a condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções públicas.
De acordo com o documento, entre as situações levantadas estão possíveis conflitos de interesse, participação em julgamentos sob suspeição, decisões que teriam impactado investigações e até suposta omissão diante de indícios relevantes.
O relatório também menciona que determinadas decisões judiciais e atuações teriam interferido ou limitado o alcance das apurações conduzidas pela própria CPI, o que motivou a inclusão das autoridades no pedido de indiciamento.
Apesar do foco da comissão ser o avanço do crime organizado no país, o documento não inclui outros nomes além dessas quatro autoridades entre os pedidos de indiciamento.
Além das acusações, o relatório traz um diagnóstico sobre a atuação de facções e milícias no Brasil e sugere medidas para reforçar o combate ao crime organizado, incluindo mudanças na legislação e maior integração entre órgãos de investigação.
Com a conclusão dos trabalhos, cabe agora aos membros da CPI votar o relatório e decidir sobre o encaminhamento das conclusões às autoridades competentes, que poderão avaliar eventuais providências a partir do material apresentado.