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‘Dirty Pix’: reforma de R$ 8,5 milhões teria sido estopim de operação em Sidrolândia

Jacob Breure, diretor-presidente do hospital municipal de Sidrolândia, foi preso na manhã desta quarta-feira

Midiamax
‘Dirty Pix’: reforma de R$ 8,5 milhões teria sido estopim de operação em Sidrolândia

Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Uma reforma de R$ 8,5 milhões teria sido o estopim para a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a segunda etapa da Operação ‘Dirty Pix’, nesta quarta-feira (7), em Sidrolândia.

A intervenção, para ampliação e modernização do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, foi entregue em dezembro de 2025. Conforme informações da Prefeitura de Sidrolândia, R$ 1,3 milhão de reais saiu dos cofres municipais e R$ 7,2 milhões fruto de convênio — firmado com a Itaipu Binacional, por meio do programa ‘Itaipu Mais que Energia’.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, esta reforma teria originado a segunda fase da operação. Inclusive, a primeira etapa aconteceu cerca de um mês antes da entrega da reforma milionária.

Segundo divulgado pelo Executivo Municipal, o hospital passou a contar com uma estrutura totalmente revitalizada, abrangendo:

  • Reforma geral das enfermarias;

  • Renovação total da cozinha e lavanderia;

  • Modernização do setor de apartamentos;

  • Melhorias completas no pronto-socorro;

  • Substituição das instalações elétricas e de telhado, climatização em todos os quartos e salas.

‘Não foi da minha parte’, diz presidente sobre desvio de R$ 18 milhões

Preso acusado de integrar esquema que desviou mais de R$ 18 milhões do Hospital Municipal Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia, Jacob Breure falou com a imprensa ao chegar à delegacia.

Aos jornalistas, o presidente do hospital afirmou que está tranquilo: “Não devemos nada, tudo vai ser esclarecido”.

Ainda, Jacob Breure falou que está com a “alma tranquila e lavada, se teve alguma coisa [de errado] que aconteceu, não foi da nossa parte”.

O presidente do hospital foi localizado em uma de suas empresas e, ao ser conduzido por agentes do Gaeco, ‘deu joinha’ para a imprensa. Mais cedo, o advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Jacob, disse à reportagem que seu cliente “não vai esconder nada” e está “à disposição para colaborar com as investigações.

Presidente do hospital municipal de Sidrolândia, Jacob ‘dá joinha’ a jornalistas ao ser preso. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)
Presidente do hospital municipal de Sidrolândia, Jacob ‘dá joinha’ a jornalistas ao ser preso. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

Dirty Pix I chegou até vereadores

A primeira fase da Operação Dirty Pix foi deflagrada em 18 de novembro de 2025 pelo Gecoc, com apoio do Gaeco, para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos e pagamento de propina por meio de Pix em Sidrolândia.

Segundo a investigação, o caso teve origem em um convênio firmado em 2022 entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, mantenedora do hospital da cidade. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus, tendo como alvo políticos, empresários, empresas e o então presidente do hospital.

Na época, a investigação apontou que parte do desvio de R$ 5,4 milhões teria sido desviada pela direção do hospital e pela empresa fornecedora, a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos. Ainda segundo a investigação, valores teriam sido transferidos por Pix, diretamente ou por meio de terceiros, para vereadores e para o então presidente da instituição, Jacob Breure, como forma de pagamento de vantagens indevidas.

Entre os alvos da primeira fase, estavam a vice-prefeita Cristina Fiúza, secretários municipais, vereadores e ex-vereadores, além de empresas e pessoas ligadas ao caso. Durante o cumprim‘Se aconteceu, não foi da minha parte’, diz presidente de hospital sobre desvio de R$ 18 milhões
ento dos mandados, Cristina Fiúza foi levada à delegacia após os agentes encontrarem uma quantidade de maconha em sua residência, enquanto Jacob Breure foi conduzido após a localização de uma arma sem registro.

As investigações também apontaram uma disputa política, iniciada em 2021, como contexto para a aproximação entre o presidente do hospital e vereadores.


Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
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