Uma reforma de R$ 8,5 milhões teria sido o estopim para a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a segunda etapa da Operação ‘Dirty Pix’, nesta quarta-feira (7), em Sidrolândia.
A intervenção, para ampliação e modernização do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, foi entregue em dezembro de 2025. Conforme informações da Prefeitura de Sidrolândia, R$ 1,3 milhão de reais saiu dos cofres municipais e R$ 7,2 milhões fruto de convênio — firmado com a Itaipu Binacional, por meio do programa ‘Itaipu Mais que Energia’.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, esta reforma teria originado a segunda fase da operação. Inclusive, a primeira etapa aconteceu cerca de um mês antes da entrega da reforma milionária.
Segundo divulgado pelo Executivo Municipal, o hospital passou a contar com uma estrutura totalmente revitalizada, abrangendo:
Reforma geral das enfermarias;
Renovação total da cozinha e lavanderia;
Modernização do setor de apartamentos;
Melhorias completas no pronto-socorro;
Substituição das instalações elétricas e de telhado, climatização em todos os quartos e salas.
‘Não foi da minha parte’, diz presidente sobre desvio de R$ 18 milhões
Preso acusado de integrar esquema que desviou mais de R$ 18 milhões do Hospital Municipal Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia, Jacob Breure falou com a imprensa ao chegar à delegacia.
Aos jornalistas, o presidente do hospital afirmou que está tranquilo: “Não devemos nada, tudo vai ser esclarecido”.
Ainda, Jacob Breure falou que está com a “alma tranquila e lavada, se teve alguma coisa [de errado] que aconteceu, não foi da nossa parte”.
O presidente do hospital foi localizado em uma de suas empresas e, ao ser conduzido por agentes do Gaeco, ‘deu joinha’ para a imprensa. Mais cedo, o advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Jacob, disse à reportagem que seu cliente “não vai esconder nada” e está “à disposição para colaborar com as investigações.