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Café robusta sobe mais de 40% em agosto e pressiona mercado interno

Indicador CEPEA/ESALQ aponta valorização de 43% para o robusta; arábica também registra alta de mais de 26%

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O mercado brasileiro de café registrou forte valorização em agosto, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). O movimento é liderado pelo café robusta, cuja colheita já foi finalizada, mas apresentou perdas e redução no volume disponível para o mercado.

De acordo com o levantamento, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, acumulou alta de 43% no mês. Na segunda-feira (25), a saca de 60 kg foi negociada a R$ 1.469,43, o maior valor do ano.

O café arábica segue a mesma tendência de alta. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, subiu 26,3% em agosto, alcançando R$ 2.287,56 por saca na mesma data.

Pesquisadores do Cepea destacam que a alta é sustentada por estoques ajustados, revelados após o fim da colheita, além de perdas no beneficiamento. Outro fator que pressiona o mercado é o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, o que amplia a volatilidade dos preços internos e preocupa produtores e exportadores.

A conjuntura brasileira de commodities agrícolas tem sido movimentada. Além do café, o país assinou o primeiro acordo para exportação de sorgo à China e cientistas anunciaram descoberta que pode salvar a produção mundial de bananas contra doenças devastadoras.

Com o robusta e o arábica em alta, a expectativa é de continuidade da pressão sobre o mercado interno, com impacto direto nos preços ao consumidor e nas negociações internacionais.

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