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Empreiteiros e produtores rurais de MS aparecem como suspeitos de atuar como ‘laranjas’ em esquema ligado ao Banco Master

Investigações apontam uso de empresas e pessoas físicas para movimentações financeiras sob suspeita de irregularidades bilionárias

Redação
Empreiteiros e produtores rurais de MS aparecem como suspeitos de atuar como ‘laranjas’ em esquema ligado ao Banco Master

Foto: Divulgação

Empreiteiros e produtores rurais de Mato Grosso do Sul passaram a figurar no centro de investigações que apuram um suposto esquema financeiro envolvendo o Banco Master. As apurações indicam que nomes ligados ao Estado podem ter sido utilizados como “laranjas” em operações consideradas suspeitas pelas autoridades.

O termo “laranja” é usado para definir pessoas ou empresas que aparecem formalmente como responsáveis por negócios ou movimentações financeiras, mas que, na prática, não seriam os verdadeiros donos ou beneficiários dos recursos. Esse tipo de estrutura costuma ser investigado quando há indícios de tentativa de ocultar a origem do dinheiro ou dificultar a fiscalização.

De acordo com as investigações em andamento, o Banco Master teria utilizado uma rede de empresas e intermediários para viabilizar operações financeiras sem lastro econômico consistente. Parte dessas estruturas envolveria companhias registradas em nome de terceiros, incluindo empresários e produtores rurais.

Relatórios apontam que o modelo funcionaria por meio da captação de recursos no mercado, com posterior direcionamento a fundos controlados pelo próprio grupo financeiro. Esses fundos, por sua vez, adquiririam títulos emitidos por empresas ligadas direta ou indiretamente aos controladores, muitas vezes sem atividade econômica relevante.

As suspeitas incluem práticas como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. O volume de recursos sob análise chega à casa dos bilhões de reais, ampliando a dimensão do caso e colocando o esquema entre os maiores já investigados no sistema financeiro nacional.

O escândalo ganhou força a partir de operações policiais que miram a atuação do banco e de empresas ligadas ao grupo. As investigações também avançam sobre a possível participação de diferentes setores econômicos, incluindo o agronegócio e a construção civil em Mato Grosso do Sul, que teriam sido usados para dar aparência de legalidade às operações.

O caso segue em apuração e envolve decisões judiciais em instâncias superiores. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos citados, e as investigações continuam para esclarecer o papel de cada envolvido no suposto esquema.

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